terça-feira, 17 de julho de 2018

Sonhei dentro do livro Jogos Vorazes

Tordo do meu sonho Jogos Vorazes

Li a trilogia Jogos Vorazes da Suzanne Collins e fiquei tão envolvido com a história que sonhei diversas vezes vivendo minhas próprias aventuras. Em uma dessas ocasiões, registrei o sonho que disponibilizarei abaixo.

Eu caminhava em direção ao "local de sempre", um prédio abandonado. Mas dessa vez não havia marcado nenhum encontro lá. Queria fugir do meu mundo, queria tirar umas férias. Qualquer lugar seria melhor que a minha casa.

De repente, uma voz estática que vinha não sei de onde, provavelmente um aerodeslizador invisível, alertava a comunidade que estávamos em uma zona de perigo e que teríamos aproximadamente cinco horas para evacuar a área.

Logo lembrei que, enquanto tomava o café da manhã, li no jornal que meu país havia entrado em guerra com a Rússia. Só que não pensei que iriam começar o ataque pelo Rio Grande do Norte, o meu Estado. Não fui capaz de prever que a melhor forma de invadir o Brasil seria por aqui, pois [no meu sonho] tínhamos mais áreas planas para pouso de aeronaves e nossos fortes marítmos têm pontos muito cegos que facilitaria muito a invasão.

Provavelmente os russos mantiveram espiões, enquanto esperavam um bom motivo para declarar guerra. Qual havia sido o real motivo? Eu nunca faria ideia, nesses últimos dias tudo que me preenche a mente era ELA [minha namorada].

O país entrou em guerra, estou numa zona de perigo e tudo que consigo pensar é no bem dela. Queria saber como estava, onde estava, para onde ia. Pensei em ligar para ela, mas imediatamente lembrei que seu celular estava quebrado. O desespero só aumentou.

Corri desesperado tentava encontrá-la dentro de lojas e supermecados, mas nada. As horas passavam desesperadamente rápidas e senti tudo se esvair como areia em minhas mãos. Não sabia mais o que fazer.

Gritos vinham da direção oeste da cidade, virei automaticamente para ver. Eles adiantaram o ataque ou seus aerodeslizadores eram bem mais modernos que os nossos a ponto de nossa previsão ter erros significativos de mais de duas horas. Vi bombas sendo soltas por aeronaves ultravelozes e explodindo casas e carros, enquanto uma onda de fumaça e fuligem vinha ao meio encontro.

Eles já estavam aqui. Os pacificadores russos estavam por todas as partes, com armas que mais pareciam caçoar das nossas. Eles estavam bem protegidos com seus uniformes feitos de um material que conseguia aguentar altos impactos e capacetes com blindagens. Lançavam uma espécie de confete que explodiam ao colidir com a pele humana. Um deles se encontrava encostado numa moto moderna projetando no chão um laser amarelo no formato de uma pomba que mexia as asas. Não tinha certeza de como funcionava, mas não devia ser tão inocente quanto parece.

Me escondi atrás dos primeiros arbustos que encontrei, ali ganharia tempo para montar uma estratégia. Logo, eles passariam para retirar os corpos e queimá-los. Não custou muito para que eu lembrasse que perto dali havia uma escola subterrânea, onde cursei o ensino fundamental. Seria um ótimo esconderijo, só precisaria chegar lá despercebido.

Não precisei de muito esforço para me esconder enquanto me deslocava, talvez eu estivesse fazendo só por precaução. Os pacificadores pareciam terem ido para o outro lado da cidade, mesmo assim continuei o plano de chegar na escola.

Fiquei muito aliviado, quando vi a copa intacta da árvore. Passei por trás de seu longo e largo tronco, apoiando-me na parede rochosa por trás dela. Em poucos passos, vi a entrada da caverna. A luz do corredor estava acesa, pelo visto não fui o único que teve a ideia de se esconder ali. Algum pacificador poderia está esperando espertinhos por ali. Então, andei cautelosamente pelo corredor natural, iluminado por fortes luzes de neon azul claro. Tudo que tinha para me defender eram minhas mãos.

Passei pela sala de Cartografia, Escavações, Artes Manuais e diversas outras disciplinas. Caminhava em direção a mais confortáveis de todas: A Arte de Relaxar, um espaço cheio de camas e divãs. Minha matéria predileta na escola toda.

Para minha surpresa, minha namorada estava ao lado do meu divã predileto. Encostada no abaju que deixei há alguns anos, só porque combinava mais com o divã do que com os móveis do meu quarto em casa. Ela não percebeu que cheguei. Como podia ser tão desligada e nem ao menos ficar olhando para a porta?

Andei em sua direção tentando fazer o mínimo de barulho possível, queria surpreendê-la.

— Sabia que você viria. - Escuto sua voz eufórica, quando estou bem mais próximo.

— Sério? - Ela afirmou com a cabeça. - Não podemos ficar aqui por muito tempo, temos que ir em direção ao Cruzeiro. Lá teremos suprimentos suficientes para passarmos alguns dias, enquanto estivermos em guerra.

— Esqueci completamente dessa possibilidade. Estava muito preocupada com você.

— E eu com você! - Finalmente a abracei.

Não queria sair dali, afinal no Cruzeiro teríamos que nos passar por desconhecidos (nossos familiares não aceitam nosso namoro). Mas esse seria o ato mais sensato que poderíamos fazer.

Acordei antes de chegarmos ao Cruzeiro e encontrarmos Effie que certamente ficaria entusiasmada em nos ver. Pena que nunca saberei o que de fato aconteceria no sonho.

E você também chegou a sonhar com os Jogos Vorazes?

Caso ainda não tenha o box, adquira a sua clicando aqui.

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